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Segurança do paciente tem que começar com o paciente! ❞

11/10/2019

 

 

A segurança do paciente nos serviços de saúde envolve diversas ações e inicia desde a entrada no estabelecimento. Enquanto farmacêutica me preocupo principalmente com a segurança no uso dos medicamentos, tanto no hospital, quanto em casa.

 

Pensando no papel ativo do paciente em relação aos medicamentos, é essencial se empoderar das informações sobre os medicamentos prescritos tais como o modo correto de tomá-lo, para quê está sendo indicado, por quanto tempo deverá tomar, entre outras informações.

 

Ao conversar com o médico ou enfermeiro, deve-se sempre informar se tem alergia a algum medicamento ou se teve algum efeito colateral quando o tomou.

 

Na hora de comprar o medicamento, leia com atenção se o nome que está escrito na embalagem é o mesmo que está na receita, bem como, a dose e a validade.

 

Em casa tenha cuidado ao armazenar os medicamentos: nomes semelhantes não devem nunca ficar próximos um do outro. Embalagens semelhantes também não. Coloque etiqueta ou fita colorida para diferenciar. O importante é destacar os nomes nas embalagens que tem a mesma cor.

 

Quando o paciente participa ativamente de seu tratamento ele torna-se mais um elemento no uso seguro dos medicamentos.

 

 

 

 

 

Annemeri Livinalli  

Farmacêutica especializada em Oncologia e Diretora de Marketing da SOBRAFO  

 

 

 

 

 

 

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❝ A importância de cuidar sem se descuidar ❞

02/10/2019

 

 

Viver é uma dádiva, mas isto não significa que não enfrentaremos problemas, a vida não nos oferece garantia. Cada um de nós tem o seu caminho a percorrer enfrentando obstáculos muitas vezes inevitáveis. Entre os altos e baixos da nossa existência temos que driblar os acontecimentos fazendo o melhor que conseguimos frente às circunstâncias.

 

Diante das possibilidades do que pode nos afetar, o diagnóstico de uma doença grave é um fato que inevitavelmente traz um impacto psicológico que nos leva ao encontro da vulnerabilidade.  Mesmo havendo otimismo, a notícia é sempre um choque e exige um equilíbrio emocional complicado diante de um diagnóstico com perspectivas muitas vezes incertas ou aterradoras.

 

Não é nada fácil lidar com mudanças repentinas. O impacto na vida da pessoa acometida pela doença é imediato, o que muitas vezes provoca uma ruptura brusca no projeto de vida. A visão de futuro é afetada provocando um intenso sentimento de desamparo e angústia. Esta desestruturação emocional traz a tona uma mistura de tristeza, insegurança, ansiedade, impotência, tensão, medo, irritabilidade e agressividade. É um momento no qual se descortina nossa impotência e descontrole diante da vida. Ao longo do tratamento, a identidade subjetiva do enfermo se modifica. A forma como percebe a si mesmo e como o outro o percebe sofre modificações provocando uma dificuldade em se situar no novo contexto gerando dor psíquica que, dependendo do tipo e do grau de acometimento da doença nem pode ser verbalizado.

 

Além das consequências físicas e emocionais, a incerteza do tratamento traz também o medo da morte, impactando sensivelmente na qualidade de vida dos envolvidos. Mesmo quando a doença é vencida, ainda assim o indivíduo e sua família convivem com a ansiedade e o medo de novas situações ou o temor do reaparecimento da doença, o que pode fazer perdurar sintomas de ansiedade e depressão.

 

O apoio familiar se torna irremediavelmente necessário para o bem-estar físico e mental do enfermo, uma experiência que pode se tratar apenas de um suporte em uma travessia difícil ou o inicio de um novo caminho que exige adaptação e colaboração de todos ao redor.

Enquanto o paciente está em atendimento hospitalar suas necessidades estão sendo atendidas por uma equipe interdisciplinar e a família, apesar da mudança no cotidiano, vai tentando driblar a situação, atentos às necessidades do doente e a qualidade do atendimento prestado, mas quando o enfermo vai para casa, as mudanças na vida diária são ainda mais impactantes.

 

Os familiares se tornam cuidadores indispensáveis no acompanhamento e recuperação, mas é importante ressaltar que também merecem cuidados e atenção, pois além do emocional abalado, ainda se deparam com o peso de uma situação que pede rápida adaptação a uma função que não estavam preparados para exercer, o que muitas vezes exige um extremo esforço, causando uma sobrecarga física e emocional com  o agravante do distanciamento em suas relações sociais ou o afastamento de suas atividades profissionais provocando muitos prejuízos financeiros.  

 

O familiar cuidador é diferente do cuidador profissional, pois apesar da afetividade e responsabilidades envolvidas, se torna um cuidador não por escolha ou instinto, mas por uma imposição da própria vida. As inquietações deste cuidador informal vão desde a alimentação e higiene ou até como agir no caso de complicações, o que pode ser amenizado quando a equipe do hospital dá a devida atenção se preocupando em repassar informações importantes, fornecendo esclarecimento e orientações básicas além de destacar a importância de apoio psicológico para ambos para que possam encontrar, cada qual a seu tempo, equilíbrio e bem-estar possível dentro da nova realidade. O enfermo com acompanhamento emocional adequado também terá uma melhor adesão ao tratamento facilitando o trabalho do familiar cuidador. A elaboração psíquica do ocorrido é importante para que ambos enfrentem todos os estágios de sentimentos (negação, raiva, negociação, depressão e aceitação).  

 

Cada um reage a sua maneira, não raro, familiares relatam o sentimento de culpa por acharem que de alguma forma poderiam ter ajudado a evitar a situação ou sentem pesar pelos momentos de raiva devido a exaustão no cotidiano de cuidados. As pessoas próximas da família que oferecem apoio ao cuidador também devem ficar atentos em respeitar um limite, pois na ânsia de ajudar podem acabar causando uma sensação de invasão tornando a situação ainda mais desfavorável. Somos diferentes e o que pode ser interpretado como auxílio para uns, para outros pode ser um desconforto, portanto oferecer ajuda e estar disponível caso a pessoa precise já é suficiente e ajuda a diminuir o peso da situação, pois o cuidador diretamente envolvido ficará mais tranquilo sabendo que tem respaldo. Infelizmente, em muitas situações o cuidador ainda tem que lidar com a falta de sensibilidade e julgamentos alheios daqueles que nem mesmo de fato se envolvem, provocando ainda mais estresse.

 

Enfermo e cuidador se encontram em uma nova situação e juntos tem que aprender a lidar com as circunstâncias e os momentos de estresse. O cuidador precisa estar atento também as próprias necessidades e em relação a disponibilidade, é necessário que haja limites para que também não adoeça, para isso é preciso desenvolver um equilíbrio onde exista espaço para o lazer ou algo prazeroso, mesmo que simples, mas que ajude a repor as energias e evitar o desenvolvimento de doenças psicossomáticas. Conversar com outras pessoas, buscar a religião ou fazer parte de um grupo para troca de experiências também ajuda bastante, assim como ter alguém como substituto em suas ausências ou a possibilidade um revezamento para que não viva em confinamento.  O enfermo também se sentirá melhor ao ver que o cuidador consegue seguir, na medida do possível, com sua própria vida.

 

Cuidar é um ato de amor, mas exige também equilíbrio e discernimento, pois envolve um grau de sofrimento psíquico subjetivo além da disponibilidade para as múltiplas tarefas envolvidas. O cuidar do outro não pode significar o descuidar de si mesmo, portanto é preciso aprender a administrar para que se possa ter qualidade de vida e disponibilizar o carinho e a atenção tão necessários.

Por mais que tenhamos consciência da finitude da vida, estar diante desta possibilidade nos leva a muitas reflexões. A vida se refere ao que fazemos e como reagimos ao que nos acontece, se trata de nós e o nosso impacto no mundo e nas pessoas ao nosso redor. Um sentido de urgência desperta em nós quando olhamos nossa vivência através do prisma do medo e da fragilidade, assim a vida nos dá a oportunidade de aprender que devemos priorizar o que realmente importa. E se esta nova visão nos traz a sensação de que a vida é um sopro, não devemos então transformá-lo deliberadamente em ventos de tempestade, mas sim em uma suave brisa a acariciar a existência com amor, gratidão e esperança.

 

 

 

Silvana Lance Anaya  

Psicanalista e Psicoterapeuta Especialista em Psicodrama e Transtornos Alimentares  

www.clinicapsicabc.com.br

 

 

 

 

 

 

 

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❝ A alimentação equilibrada é uma grande aliada durante o tratamento ❞

19/09/2019

 

 

Durante o tratamento de qualquer doença, a alimentação saudável é essencial para manter o corpo nutrido, potencializar o sistema imune, diminuir processos inflamatórios, melhorar a metabolização e distribuição dos nutrientes, eliminar toxinas e ajudar nos efeitos da medicação. Um corpo debilitado, deficiente em nutrientes e inflamado, prejudica todo este processo, uma vez que não terá proteína para carregar algumas medicações pelo corpo, as células de defesa não terão nutrientes para se desenvolverem e assim proteger contra infecções. E para compensar, tentarão extrair de suas reservas corporais para balancear esses déficits a órgãos principais, gerando outros déficits e então desenvolvendo novos problemas. Por tudo isso, a conscientização de uma alimentação saudável principalmente neste período é fundamental. Entender porque é preciso comer determinados alimentos, fazer combinações com os grupos de alimentos ou também porque é importante variá-los e deixar o prato sempre colorido, faz com que a adesão a essa mudança de hábito seja 100% efetiva.

 

É importante também entender que o corpo precisa de nutrientes diariamente, que não é um único alimento que ajudará na cura e/ou tratamento da doença, pois os nutrientes se complementam. Vale ressaltar que alimentos ultraprocessados atrapalham o corpo, causando mais processos inflamatórios.

 

 

O resultado da pesquisa me deixou muito feliz ao ver que mais de 80% dos pacientes em tratamento cuidam da alimentação, sabem de sua importância e percebem que ao mudar hábitos alimentares os benefícios são muitos e grandes mudanças acontecem, como melhora nos exames, diminuição da fadiga e de algumas medicações como aquelas para dor, se sentem melhor e mais dispostos para fazer sua rotina e apresentam efetividade no tratamento.

 

 

Nós profissionais nutricionistas seguimos orientando sobre alimentação saudável, ensinando como fazer melhores escolhas, mudando hábitos e plantando nossa sementinha em cada um para ajudar tanto na prevenção de doenças quanto no tratamento, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas. 

 

 

Ligia Moreira  

Nutricionista Clinica e Oncológica  

CRN3 - 37891

 

 

 

"Campanha Dia Mundial da Segurança do Paciente"

17/09/2019

 

 

Hoje é comemorado o primeiro Dia Mundial da Segurança do Paciente. Uma iniciativa da OPAS/OMS.

 

O objetivo desta campanha é mobilizar pacientes, profissionais da saúde, formuladores de políticas de saúde, professores, pesquisadores, redes de profissionais e indústria para que foquem na segurança do paciente.

 

A segurança do paciente é uma das preocupações da ABRAMM – Associação Brasileira de Mieloma Múltiplo que pauta e foca suas ações na saúde física, mental e espiritual, por isso apoia e incentiva a campanha e convida as instituições de saúde para que também o faça.

 

Como um dos pilares da associação é a informação, criamos duas pesquisas, uma para o paciente e outra para o familiar/cuidador, a fim de medir o conhecimento acerca do tema “Segurança do Paciente”, cujo o resultado é demonstrado pelos gráficos abaixo.

 

É muito importante que o paciente se cuide, seja aliado do seu médico, siga corretamente as orientações, tome os medicamentos regularmente.

 

O familiar e cuidador também tem sua importância nesta encaminhada junto ao paciente. É ele quem está por perto e o auxiliará para que os cuidados acima sejam observados.

 

Por isso amigo (a) paciente, neste dia tão importante cuide-se e permita-se ser cuidado.

 

Participe deste movimento mundial, seja um multiplicador, dissemine o bem.

 

ABRAMM e você, juntos pela Segurança do Paciente.

 

#abrammcomvoce

#SegurançadoPaciente

#DiaMundialdaSegurançadoPaciente

 

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